A Linha e o linho - Gil
É a sua vida que eu quero bordar
na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse
a linha
E a agulha do real nas mãos
da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto
nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos
nosso amor
Os nossos sentimentos loucos,
nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores
da alegria
A curva generosa
da compreensão
Formando a pétala da rosa
da paixão
A sua vida o meu caminho,
nosso amor
Você a linha e eu o linho,
nosso amor
Nossa colcha de cama,
nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave,
a árvore,
(...)

Hoje eu andei de bicicleta pela praia ouvindo o cd de Ana Carolina e Seu Jorge e tirei essa foto aí de cima. E derrepente eu quis contar isso pra todo mundo.Tarde sem sol, de vento leve simples como eu gosto.
Eu mereço a vitória do silêncio.
As vezes quero ser invadida por todos os mares do mundo
As vezes não.
by mijanonaarvrinha
Imagens que falam

Tenho sido leal ao que sinto. Tenho tido muitos transtornos com isso. Rompi com a utopia. Com gente que insiste em dizer o que não sente, sentir diferente do que diz, camuflar a verdade (até que o peito rompa em segredos não revelados de si próprio). Cansei de ser permissiva. Jé me basta a fragilidade que a necessidade de perdoar me impõe. Ninguém quer mesmo saber a verdade, não serei eu, a que inisiste em não rodear. Qualquer coisa que eu digo vira manchete, oportunidade perfeita pras vítimas de plantão. Que se danem os nós..
Quase todo mundo se escondeu com medo de se envolver. Quem me teve, me pediu pra sair; quem não viu parou para ouvir; todo mundo tem suas conclusões e quem não as têm, toma emprestado de alguém(porque é mais simples que pensar) mas ninguém me perguntou nada...
Quem tem medo. Não sustenta. nada. nunca. Tenho sido leal ao que sinto. é preciso ter muita coragem.
Busco novidades, em mim, em vãos, em cima, durante e depois.
Seja qual for o caminho que eu escolher, Jesus já passou por ele antes de mim.
De Repente 30.
Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelados.
Cada idade tem seu esplendor.
Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo:
“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.“
Como vai você ?
Cada vez que me fazem essa pergunta crio um rebuliço dentro de mim. Eu e minha montanha russa. Minha paixão indescritível por tudo que vibra, respira e goza. Teho vontade de ser sincera. Sempre. Mas isso quase nunca acontece. Convenções. Ainda sou convencional demais. Os olhos de minha mãe me acompanhando pelas frestras e, a vida assim: meio Roberto Carlos, meio Almodóvar, meio Nelson Rodrigues, enfim, a vida simples, brega como ela é, a vida sem mistificação ou assepsia, a vida que não lava as mãos à toa. Que chove nos finais de tarde que eu quase nunca vejo. Pequenas estórias acumuladas um dia inteiro, um mês um ano. E a pergunta ressoando...Como vai você? a overdose de informação matando minha capacidade de discernimento. Olho no Olho. Tensão. Resposta:" Bem e vc?".
"Mas quem consegue ver por trás das pupilas, sabe mais que o resto do mundo."
E como uma bêbada tropecei em minhas próprias letras.
Porque prescisam haver tantos tropeços no desenrolar das histórias?
Ir embora e voltar, viver mil vezes, dias que nunca amanheceram.
Trigo e vinho.
Sinto a falta de Deus como se me faltasse um dente na frente:e mesmo assim, vivo a morder maçãs.
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